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Memórias e Histórias da Trofa | Castro de Alvarelhos – o eterno adiamento do reconhecimento
Seguramente que o leitor estará um pouco confuso, isto se mantiver uma atenção minimamente participativa no que respeita à imprensa local, ou então até a circular na A3 próximo à Trofa, não compreendendo a razão deste tipo de afirmações.
Faço referência a um acontecimento que poderá contribuir para o adiar do reconhecimento deste equipamento, nomeadamente os painéis informativos recentemente localizados e colocados na berma da autoestrada que pomposamente indicam a existência de um castro na Trofa, naquela freguesia, todavia, neste concelho, gostamos de construir a casa pelo telhado.
Primeiro, promovemos um sítio ou um elemento cultural e depois é que vamos tentar desenvolvê-lo. Ora vejamos, não esquecendo a arte sacra de S. Mamede do Coronado em que primeiro fizemos um investimento desmedido na sua promoção e posteriormente é que começamos a investir em maneiras de dinamizar aquele património, agora temos um investimento na promoção do Castro de Alvarelhos, quando no passado pouco ampliamos à área escavada, sendo que posteriormente preferimos adotar estratégias de proteção daquele espaço que implicava cobrir o que foi descoberto, quando com um pouco mais de investimento poderia e deveria ter ficado exposto, para “delícia” dos seus visitantes, com uma melhor compreensão da importância daquele espaço.
Os seus acessos para quem “vem do lado” do centro de Alvarelhos, mal se consegue transitar sem rebater os espelhos da viatura, ficando sem alternativa se não andar largas dezenas de metros em marcha – atrás isto se encontrar um carro a circular de regresso a Alvarelhos, porque não, ao invés de pomposamente colocar painéis identificados na autoestrada, como foi referido, não foram criados primeiramente melhores acessos? Sei que é uma zona sensível onde o facto de ser área arqueológica é uma área difícil de construção, mas, porque não?
A sua importância geográfica, estando a meio caminho de Braga e Porto, sendo um importante centro económico, seguramente faz com que muito ainda esteja por descobrir através da escavação, fora aquilo que por inércia das autoridades foi se perdendo, todavia, relativamente ao passado não o podemos alterar, apenas, evitar os mesmos erros.
Para quando uma escavação profunda? Sobretudo para acompanhar a vertente também da Idade Média que foi um importante elemento neste período da história, recordando que ali terá sido o berço de Alvarelhos que se irá traduzir numa valorização ainda maior deste equipamento cultural.
Foram centenas de anos de vivência humana naquele espaço, não se compreendendo como não é concretizado por exemplo na freguesia de Alvarelhos, a construção de um museu que seguramente iria obter espólio para ocupar as suas várias mesas de exposição, falhamos nestas coisas elementares, mas, temos um projeto milionário da construção de um centro cultural que não consegue valorizar e perpetuar estas marcas de identidade. Artigo para ler em www.onoticiasdatrofa.pt
http://dlvr.it/TJXjwc
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